Criando “machinhos” e “mocinhas indefesas”

Sim, somos um blog de humor, mas é impossível ficarmos calados diante do noticiário de barbáries, como estupro coletivo, ou individual, que pra mim é tão absurdo quanto… Segue um trecho do meu livro, exatamente sobre como podemos contribuir para um mundo melhor.

Coisa feia é criar menino como machinho, mini-troglodita, pegador. Vejo mães rirem porque os filhos crianças já chamam as meninas de “gostosas”. Mães que acham graça (pasmem) os filhos darem uma espiada em revistas masculinas.

Acredito que muitas distorções de comportamentos (machismo, cultura do estupro, etc) começam por aí. Os estímulos à sexualidade já estão tão precoces e grosseiros, que os pais deveriam se preocupar em criar meninos mais conscientes, cavalheiros e sensíveis (por que não?).

Tão lindo o filho homem que, quando cresce, beija e abraça o pai sem ter vergonha. Que respeita a mãe, que ajuda em casa, que valoriza as mulheres, que não se envolve em brigas. Isso, para mim, é ser homem de verdade.

O mesmo vale dizer para as mães que criam suas princesas em redomas. Não concordo com o ditado “Solto meus bodes e prendo minhas cabritas”. Pior quando isso é dito por pais que têm filhos dos dois sexos! Por que as meninas têm que ser frágeis, delicadas, sensíveis? Por que os meninos têm que ser criados para “pegá-las”?

Acho lindo criar meninas espertas, inteligentes e independentes. Converso muito com a minha filha sobre independência, tanto financeira, quanto emocional. Uma mulher independente não precisa se curvar a ninguém.

Acho que educação vem de berço. Nunca é cedo demais para criarmos meninas e meninos de bom caráter, sensíveis e fortes, na medida certa. Vamos errar muito, mas creio que os acertos serão maiores se nos focarmos somente em criar PESSOAS DO BEM, independentemente do sexo.

Texto extraído do livro Mãe Pirada.

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Author: Paola Lobo

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