Desfralde de trigêmeos (Parte 1, porque ainda não tem parte 2…)

Já me acostumei com as trapalhadas envolvendo nossa louca rotina, mas confesso que o início do desfralde dos trigêmeos, aos dois anos e meio de idade, tem rendido muitas gargalhadas por aqui. Quando se tem gemelares de sexos distintos, as mais curiosas situações acontecem (e pra nós é uma novidade lidar com isso).

A mais preparada para o desfralde é a nossa mocinha. Resolvemos começar por ela primeiro, para depois partir para os dois rapazinhos. Ela mesma tomou a iniciativa: “A Gabi no qué fada (=fralda)”. Então, estreamos a fase de usar calcinha e sentar no penico. Ela está pegando o esquema bem rapidamente. Tivemos vários acertos de número 1 e, pra minha surpresa, de número 2 também! Mas é claro que acidentes acontecem!

Aí, os meninos começaram a demonstrar curiosidade. “Que ‘caçinha’, mamãe”, pede um deles, querendo imitar a irmã. Aí eu falo: “Calcinha é de menina. Menino usa cueca, tá bom?”. Eles aceitaram. Mas aí veio a irmã querendo usar a cueca também. É a hora do meu famoso “Tidizê!”.

O ápice é a confusão mental quanto a fazer xixi em pé ou sentado, porque também temos meninos! Ora conseguimos o xixi em pé, ora sentados. Mas uma vez veio a Gabi querendo fazer xixi em pé também, o que, logicamente, não deu certo. Eu prendi o riso e expliquei a diferença de procedimento entre menino e menina. Ela entendeu. Mocinha esperta.

Vencida esta etapa, é a hora dos meninos quererem papel higiênico pra secar o xixi. Lá vou eu… “Menino não precisa de papel pra limpar xixi, tá bom? Só a Gabi, que é menina. Menino sacode o pipiu”. Aí vem a pirraça e o sapateado na guerra pelo papel higiênico, porque eles acham a maior graça em ficar destacando a folha do rolo. É aí que vira aquela comédia pastelão, com três toquinhos de gente caindo no tapa por causa de um rolo de papel higiênico. Quer saber? Eu sento e começo a rir, diante da guerra do papel picado.

Não, esse não foi nenhum post educativo, porque não faço a mínima ideia de como desfraldar três ao mesmo tempo. Estou apenas repetindo o esquema que fiz com a mais velha: reforço positivo, elogios, sem pressão ou cobrança. E, principalmente, sem comparações, pois CADA UM TEM SEU TEMPO. Mais cedo ou mais tarde, eles aprendem (para a alegria da mamãe, que vai economizar muito com o caminhão de fradas que gastamos todos os meses…).

Nos próximos posts, conto o desfecho da nossa história, assim que concluirmos o processo do desfralde. Se você também tem gêmeos, me conte como foi! Se não tem, pode rir do nosso sufoco e mandar aquele famoso ainda-bem-que-não-é-comigo! Já estou acostumada, viu?! Grande beijo!

CAPA 3D

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Author: Paola Lobo

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2 Comments

  1. Sorri de mais lendo esse texto kkkkkkkkkkkkk
    Tenho trigêmeos também, duas meninas e um menino, de 1a no e 9 meses, além do mais velho de 4 anos….e achei graça de como é familiar tudo o que você escreveu, parece até que andou espiando lá em casa!
    Vou começar agora o desfralde, e já sei que as minhas dificuldades serão bem parecidas!
    Adorei o seu site! não o conhecia ainda!
    Parabéns e boa sorte!

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    • Ahhh que legal!!! Obrigada! Muitos beijinhos nos seus filhotes!!!

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