A criança que morde: como controlar esse impulso?

Quer ver uma mãe ficar arrasada? Basta o filhote chegar da escola com marcas de mordidas. Mas posso garantir que ser a mãe do mordedor é tão ruim quanto…

Meu caçula dos trigêmeos era o mestre da mordida. Bastava dar uma bobeada e… nhac! Ele mordia os irmãos e também o papai e a mamãe. A mania começou por volta de um ano de idade. Ele mordia quando estava aborrecido, mas também quando estava feliz! Vê se pode?

Conversei com vários profissionais e li inúmeros artigos. Aprendi que esse comportamento agressivo é comum na fase de desenvolvimento, até por volta dos dois ou três anos de idade. Nessa época, a criança ainda está descobrindo formas de se expressar, tanto positiva quanto negativamente. Também é uma etapa em que os pequenos não desenvolveram controle sobre os impulsos. Mas devemos mostrar para eles que isso não é legal.

Vamos às dicas, que valem para mordidas, tapas, empurrões e afins…

Retire a criança da situação que gerou o conflito;

Tente não perder a paciência, porque o comportamento do adulto é exemplo para o filho;

Converse com tranquilidade depois que a criança se acalmar. Tente orientá-la a reagir de outro jeito. Às vezes a criança é pequena, mas ela entende perfeitamente o tom de voz e a feição dos pais.

Estabeleça um padrão de “bronca” ou de conversa séria para todo o tipo de situação de conflito. Assim, a criança vai perceber mais facilmente quando tiver um comportamento reprovável;

Valorize o comportamento positivo. Elogie sempre atitudes exemplares. O reforço positivo funciona mais que a “bronca”.

Invista em atividades físicas e recreativas. Isso ajuda a gastar energia e a desviar o foco da agressividade.

Procure ajuda, se sentir necessidade.

No meu caso, as mordidas saíram de moda com o tempo. Por volta dos dois anos de idade, o meu caçula simplesmente parou com isso. Mas agora começou a dar cabeçadas… E lá vamos nós de novo!

 

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Author: Paola Lobo

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