O primeiro natal da grande família

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Passado o susto da descoberta da gravidez trigemelar, uma das imagens que vieram à minha cabeça foi a de como seria lindo nosso natal, com os quatro filhos sentados à mesa. Pois bem… Foi lindo sim, mas longe de ser um comercial de margarina! Parecíamos personagens daquelas séries de humor americanas, que mostram famílias loucas e suas travessuras.

Pra começar, no nosso primeiro natal, não sentamos à mesa. Qual mãe de bebê de um ano consegue comer sentada, me diga? As crianças estavam em êxtase na casa da vovó, onde tudo era novidade. Nem nos arriscamos a colocá-las no cadeirão de papá, porque meus kamikazes se jogariam lá de cima. Os bebês não aceitavam ficar sentados, pois queriam explorar o ambiente.

O trio ainda não andava, mas engatinhava para todo lado, se arrastando pelo chão, roendo sapatos, colocando dedos nas tomadas e se apoiando em todos os móveis e pessoas que estivessem pela frente. Se tentássemos contê-los, era escândalo na certa. E ninguém merece escândalo na noite de natal, né?

Então eu e o papai fizemos o de sempre: comemos em pé, com o prato na mão, correndo atrás de criança, engolindo a comida, sem sequer ter tempo de diferenciar se estávamos mastigando um pedaço de peru ou de tender.

Os titios e titias também entraram na dança e nosso jantar virou uma corrida de revezamento. Eram sempre três adultos correndo atrás de três bebês, enquanto os outros se davam o direito de tentar saborear uma sobremesa. E assim foi a noite inteirinha. Olha aí o espírito de natal: foi um jantar solidário, em que todo mundo se mobilizou.

A mesa do jantar precisou de reforço na segurança. Tivemos que colocar adultos em volta, um em cada ponto estratégico, para que as crianças não puxassem a toalha e acabassem com a ceia. Já estávamos sem sossego, imagina ficar sem comida também?

O ponto forte da festa foi a aparição do cachorrinho da vovó – um vira-latinha muito lindo e assustado. Ele, que fica lá pra dentro da casa, surgiu como quem não quer nada e colocou a cara na sala. Aí que o sossego acabou de vez. A criançada, que mora em apartamento e não estava acostumada a ver bichinhos, ficou enlouquecida.

Eles queriam morder, apertar e lamber o cachorro. O pobrezinho ficou apavorado e começou a fugir das crianças. Aí, foi aquele Deus-nos-acuda. Onde o cãozinho ia, os três bebês saíam engatinhando atrás, dando gritinhos de satisfação. Chegou uma hora em que a gente não sabia mais quem era o cachorro e quem era a criança. Até que levamos o bichinho para o quartinho dele. Antes de fechar a porta, o olhar dele dizia: “Graças a Deus. Muito obrigada por me salvar”.

Nesse corre-corre, é claro que o visual das crianças – look roupa de tirar foto – foi por água abaixo. Não passou meia hora e estava todo mundo de body de dormir. Por falar em foto, tentamos tirar aquela foto ideal, com todos os quatro filhos de gorrinho, olhando para a câmera. É claro que não conseguimos!

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Apesar de todas as loucuras, foi lindo e inesquecível! Agora estamos nos preparando para nosso segundo natal, numa fase diferente, porém trabalhosa também. Bebês de quase dois anos, que correm pra todo lado e mexem em absolutamente tudo. Vovó vai mandar o cachorro para um hotel canino, onde ele fica feliz da vida! Ele merece paz!

Bom, mais uma vez, não temos a mínima expectativa de que será um comercial de margarina. Mas, quer saber? Seria muito sem graça. E não teríamos história pra contar, né? Desejo um feliz natal pra você, com muito AMOR e HUMOR!!!

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Author: Paola Lobo

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