Relato de parto, por Juliana Barcelos

Sou a Juliana mae do Gabriel! Tive um parto bem complicado e cheio de traumas. Quando engravidei muitos perguntavam que tipo de parto seria e eu dizia que o Gabriel que iria escolher! rs E então ele veio de parto normal.

Na noite do dia 20, lá pelas 23 horas, comecei a sentir cólicas leves, mas o suficiente pra me deixar acordada e então as 5:00 h da manhã minha bolsa estoura. Chego no hospital particular e, para meu azar, minha médica tinha ido viajar e não tinha nenhum disponível pra me examinar.

Depois de algumas horas e eu sentindo muitas dores… Falei com uma enfermeira, que olhou pra minha cara e disse que eu estava sentindo contrações de treinamento e que eu nem tinha entrado em trabalho de parto…SURTEI. ..como assim?? Tô morrendo de dor e isso não é nem o começo? ?? Eu quero uma cesariana AGORA! !!

Ela disse que iria me examinar e quando terminou olhou pra mim e disse que eu estava com 1 cm…gente tive vontade de chorar , sair correndo, já estava fora de mim de tanta dor! rs E ainda estava com 1cm. Ela chamou uma médica que tinha acabado de sair de outro parto e quando ela me examinou disse:CORRE que ela já está com 9cm.

Chegamos na sala de parto e me deram uma analgesia , confesso que se fosse hoje não iria querer.

Os hospitais acham que partos são linha de produção e quanto mais rápidos melhor. Eu estava com 9 cm mas ainda não estava no expulsivo, que são aquelas vontades incontroláveis de fazer força… Claro que na época eu não sabia.

Então a médica pedia pra eu fazer força  e óbvio que é muito mais cansativo e difícil pois não estava com” vontade “de fazer… O médico subiu na minha barriga com muita força, hoje sei que isso é uma violência obstétrica. Mesmo eu pedindo pra não fazer a episiotomia, eles fizeram, que é outra violência obstétrica.

Gabriel nasceu as 10:12 da manhã com insuficiência respiratória e teve que ficar na UTI por 3 dias. Fiquei na sala de recuperação durante 7 h aguardando um quarto.  Eu estava sempre na UTI pra tentar amamenta-lo, mas direto as enfermeiras davam a mamadeira pra ele , então eu nunca senti o prazer de amamentar meu filho. Ele não pegou o peito de jeito nenhum depois que conheceu a mamadeira.

A episiotomia depois de uns 3 dias abriu e inflamou pois a médica deu o “pontinho do marido”, lembro que eu não conseguia nem sentar direito, mas eu achava que era normal afinal nunca tinha passado por isso.

Graças a Deus meu bebê ficou bem, mas hoje carrego comigo muitos traumas e frustrações.

Não poder pegar meu filho e amamentá-lo no momento que ele nasceu me faz chorar até hoje.

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Obrigada, mamãe, por compartilhar esse momento! Você tem uma história bacana pra contar? Basta escrever para contato@maepirada.com.br e enviar uma foto sua com o(s) filhote(s)!  Vamos ficar muito felizes!

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Author: Paola Lobo

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