Temos que dar conta de tudo?

*Texto publicado originalmente na nossa coluna da Revista Crescer !

Muita gente pergunta como dou conta de quatro filhos. E eu devolvo a pergunta, rindo: quem disse que dou?!!! Se você passar na rua por uma mãe descabelada, tentando conter a birra de três toquinhos de gente, essa sou eu. Mas também há milhares de momentos de extrema fofurice, que enchem a mamãe aqui de orgulho (e fico fazendo Ownnnnnn por dentro)!

Realmente é surreal programar o segundo filho e ganhar mais três. Não estava preparada pra isso (apesar de ter sido a melhor surpresa da minha vida). E percebi que fui pegando o esquema, aos trancos e barrancos, com o passar do tempo. Mas o que mudou em mim foi a expectativa de mãe. Eu não espero mais nada de mim mesma. Não me cobro. Sei que faço o meu melhor e pronto.

Quando tinha uma filha só, eu realmente tentava dar conta de todos os quesitos: do lado mãe, do lado mulher, do lado profissional, etc. E mesmo assim não dava conta! Sabe por quê? Porque mãe perfeita não existe. Aprendi isso na marra.

Com a vinda dos trigêmeos, cheguei ao ápice do meu novo estilo “foi o que deu pra fazer”. Não me cobro por não conseguir nem chegar perto da mãe perfeitinha que um dia idealizei ser (antes de ter filhos, é claro). E confesso que é libertador pensar assim…

Dou muiiiiito amor, educo, mas às vezes finjo que não vejo uma birra pra não me estressar.

Observo as diferenças entre os quatro, tentando sempre respeitar a individualidade, mas às vezes não me lembro quem foi que pediu o quê.

Cuido de cada um deles com todo amor, mas às vezes me tranco no banheiro com uma barra de chocolate que levo escondida na bolsa e como tudo so-zi-nha… He he he

E ao fim de cada dia, agradeço por aquilo que consegui fazer e fico rindo do que não consegui, afinal essa é a vida real.  E assim vou vivendo da melhor maneira possível a aventura da maternidade, rindo aqui, chorando ali, mas com a certeza de que estou fazendo o meu melhor, de que amo meus filhos acima de tudo e de que sou humana, não uma super-heroína.

Por isso, se um dia você passar na rua e vir uma mãe de quatro filhos vestida de pijama na calçada, fortes chances de ser eu! Ou então indo trabalhar com um colar de papelão no pescoço porque foi o filho que fez. Ou também com um lacinho de bebê na cabeça, porque você catou do chão e pendurou no próprio cabelo já que era o lugar mais rápido de guardar (e se esqueceu de tirar…kkk). A doida aqui já não liga mais pra nada. Na escolha entre “dar conta” e ser feliz com meus filhos, escolho sempre a segunda opção.

 

Leia outros textos da Mãe Pirada na coluna da Revista Crescer!

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Author: Paola Lobo

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