Coluna Psicologia: Quanta vida cabe no primeiro ano de um filho

Por Paula Freitas, psicóloga, doula e educadora perinatal

 

FOTO PERFIL

Quanta vida cabe no primeiro ano de um filho.

Quanta intensidade nesses doze meses.

Quantas reviravoltas, mudanças, desafios, transformações.

Sem planejar, me deparei com um vídeo/montagem feito pelas mãos carinhosas da minha irmã em comemoração ao primeiro ano de vida do meu filhote.

Chorei. E não foi pouco.

Passou um filme enquanto eu via as fotos da barriga, dos momentos importantes, dos encontros do meu filho com pessoas, lugares e novas experiências.

Me lembrei do turbilhão de emoções que senti nesse período: medo, ansiedade, solidão… sem falar do cansaço, das inúmeras dúvidas e da dificuldade de conexão comigo, com o marido, com o bebê e com o mundo.

Quantas vezes me perguntei se daria conta… quantas vezes me vi perdida, confusa, exausta nessa jornada.

Era como se a vida me exigisse uma nova roupagem, metamorfose radical para adaptação à nova fase. NA MARRA. Daquelas mudanças que não dão pra adiar, têm que acontecer, porque aquela pessoa de antes não existia mais e eu não sabia quem ía nascer.

Busquei colo, apoio, pares, ninhos. Troquei informações, experiências, lágrimas e sorrisos com outras mulheres no percurso. Me senti parte. Elo. Pertencente.

Pelo teclado do computador (ou do celular) e pelas vozes ao telefone encontrei ressonância. Na troca de olhares nas rodas de conversa, na visita da doula, nas mãos de quem estava junto, achei apoio. Ou melhor, senti.

Eu que estudei tanto sobre maternidade, eu que cuidei tanto, a vida toda, de tantas mães e que auxiliei na jornada de tantas famílias, estava vivendo tudo aquilo como alguém que mergulha pela primeira vez num rio.

Adriana Falcão já dizia: “Estréia é quando você pula de um trampolim bem alto e só descobre que sabe nadar quando chega na água”.

Maternidade é isso. É construída na vivência, dia após dia. É uma longa jornada de erros e acertos. É construção e reconstrução.

Nem sempre os sentimentos são plenos e felizes. E precisamos falar sobre isso também, por mais que não pareça bonito. Cuidar das feridas clareia o caminho, nos torna mais fortes e nos abastece pra continuar a caminhada.

É por isso que acredito cada vez mais na troca.

É por isso que me reconheço cuidando de quem cuida.

Vai ser um grande prazer trocar com vocês aqui no Blog!

Meu carinho e agradecimento à querida Paola.. essa mãe que transformou a piração da maternidade em arte, com muito amor e humor.

toque de mae

Paula Freitas é psicóloga, doula e educadora perinatal. Mergulhou no universo materno infantil desde o início da carreira profissional e nunca mais saiu dele. Tem como grande mestre o filho de 3 anos e meio, com quem aprende todos os dias a ser uma pessoa melhor. Coordena o Projeto Toque de Mãe, que promove Rodas de Conversa para mães, pais, familiares e interessados nos assuntos ligados à gestação, parto, amamentação, educação e por aí vai… 

Quer saber mais? 

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E-mail: toquedemae@gmail.com

 

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Author: Paola Lobo

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2 Comments

  1. Que bom saber que não sou a única que sente ou sentiu tudo isso. Tem dias que dá um desespero, uma solidão…

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    • Helena! Com certeza não é a única! Somos milhares!!! Um grande beijo!

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