Doutora Mamãe: O início da amamentação

Por Amanda Amaral, a Doutora Mamãe!

DOUTORA MAMAE REDUZIDA

Queridas mamães,

Amamentar é um gesto de amor, mas nem sempre é uma tarefa fácil. A mãe e o bebê precisam estar em sintonia e muitas vezes isso não acontece instintivamente, ou logo após o parto. A boa notícia é que com paciência e alguns cuidados a mamãe pode amamentar com tranquilidade e descobrir um universo muito prazeroso.

O ideal é que o incentivo e apoio ao aleitamento materno aconteçam desde o período neonatal, sendo primordiais nos primeiros dias após o nascimento. Se possível, a mãe deve ser estimulada a amamentar seu filho logo após o parto. Muitas vezes, a técnica da amamentação precisa ser ensinada e o ideal é que isso seja feito ainda na maternidade, por um profissional capacitado.

A “descida do leite” costuma ocorrer até o terceiro ou quarto dia após o parto. Antes disso, a secreção de leite é pequena, cerca de 100 ml por dia, mas é o suficiente para o bebê nesse primeiro momento. Esse leite inicial é chamado colostro e contém mais proteínas e fatores de defesa e menos gorduras.

A Organização Mundial da Saúde recomenda que os bebês recebam exclusivamente leite materno nos primeiros 6 meses de vida (sem oferecer água ou chá). Após esse período, os bebês devem receber outros alimentos, além do leite materno que deve ser mantido pelo menos até 2 anos de idade.
O bebê deve mamar em livre demanda, ou seja, toda vez que ele quiser. Depois de esvaziar o primeiro peito, a mãe deve oferecer-lhe o segundo. O tempo de esvaziamento da mama é variável para cada bebê.

A composição do leite altera no decorrer da mamada. O leite inicial, mais claro, tem mais água, proteína e anticorpos (fatores de proteção), e o leite do final da mamada é mais rico em gordura, satisfazendo a fome e permitindo um bom ganho de peso. Por isso, o bebê deve ingerir o leite do início ao final da mamada. Se depois de esvaziar o peito, ele não soltá-lo naturalmente, você pode colocar o seu dedo mínimo delicadamente no canto da boca do bebê, para que solte o mamilo sem te machucar.

É importante lembrar que o maior estímulo para manter a produção de leite é o completo esvaziamento da mama.

Sinais de que a amamentação vai bem:

 Mãe: relaxada e confortável; presença de vínculo entre ela e o bebê. O bom estado emocional da mãe tem papel fundamental no sucesso da amamentação.

Mama: sem dor, desconforto, inchaço ou vermelhidão; durante a mamada deve ser apoiada com os dedos longe do mamilo.

Bebê: calmo e relaxado; procura o peito se tiver fome.

Posição do bebê: rosto de frente para a mama, nariz na altura do mamilo, cabeça e tronco alinhados, corpo bem perto do corpo da mãe, bumbum apoiado.

Pega do bebê: boca bem aberta (abocanhando o máximo possível da aréola), lábio inferior virado para fora, queixo encostando na mama. Quando o peito estiver muito cheio, impossibilitando a pega adequada, extraia um pouco de leite manualmente, proporcionando um mamilo mais macio para que o bebê consiga abocanhar a maior parte da aréola.

Sucção do bebê: sugadas lentas, profundas e com pausas; bochecha redonda durante a mamada; mãe sente o peito esvaziar e pode perceber a descida do leite no outro seio.

O que o papai pode fazer:

É natural que o comportamento do pai tenha grande influência no estado emocional da mãe. É importante que ele a apoie, valorize e ampare, para que a mãe tenha maiores chances de amamentar o filho com muito prazer e sucesso.

Um beijo,

Amanda

DOUTORA MAMAE IMAGEM

Amanda Amaral é pediatra, mãe do Gustavo e autora do blog Doutora Mamãe, também com uma linda página no Facebook! É um prazer ter você conosco, Amanda!

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Author: Paola Lobo

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