Mães de trigêmeos

Há uns cinco anos uma amiga chegou na minha casa, contando: “Menina, acredita que​ uma colega do trabalho tentou o segundo filho e engravidou de trigêmeos???” Aí eu mandei aquele “Minha noooossaaaaa!!!”, completando que não conseguiria me imaginar numa situação daquelas…

Eu até me lembro do lugar onde estávamos quando ouvi essa notícia: dentro do quarto da minha filha mais velha. Imediatamente pensei: “Gente, onde eu colocaria mais três crianças nesse quarto? Imagina três berços?”

E aquilo não me saiu da cabeça… Eu torcia pela sanidade mental daquela mãe e pela saúde de seus três bebês! Comecei a gostar dela, mesmo sem conhecê-la pessoalmente…

Vira e mexe, encontrava a minha amiga e perguntava da tal moça. Aí voltavam aqueles pensamentos: Se isso acontecesse comigo, como eu cuidaria de três bebês ao mesmo tempo? Como daria atenção à minha filha mais velha? Como compraria tanta fralda e leite? E os berços? Novamente, como caberiam três berços naquele quarto, genteeee?

Fiquei sabendo quando os bebês nasceram e dei graças a Deus pela saúde deles! Depois, ela apareceu no programa da Fátima Bernardes e pude ver a carinha deles! Foi ali que vi a mãe pela primeira vez. Já me achava íntima daquela moça linda, loira, guerreira e sorridente. Tinha vontade de falar: “Quer meu ombro, amiga? Pra chorar de cansaço?”

Agora, a cereja do bolo… Olha como esse universo é safadinho…

Passaram-se meses e… Pumba! Engravidei! Sim, eu estava planejando o segundo filho. Repito: o segundo. E nunca imaginei que aquelas coisas que acontecem com os outros aconteceriam comigo…

Fui para a ultrassonografia e a médica achou dois bebês. Eu quase infartei. Depois, achou mais um por ali. Eram três! Eu estava grávida de trigêmeos também. Eu também tinha uma filha pré-adolescente! O que aconteceu com aquela moça se repetiu comigo!

Após o choque inicial (tipo assim, fiquei um mês chorando e rindo, rindo e chorando…), recuperada do pré-infarto, catei o telefone e liguei pra moça na cara-de-pau. Perguntei se ela havia enlouquecido, se comia, se dormia, se respirava, ou seja, como havia sobrevivido a tamanho susto. Ela me passou uma serenidade inacreditável! Aí eu pensei: gente, ela está bem! Ela não enlouqueceu! Estou salva também!

Depois que meus bebês nasceram, resolvi procurá-la pessoalmente, pois morávamos na mesma cidade. Fui ao local de trabalho dela, para pedir um ombro amigo. Fui recebida com muito carinho e palavras de conforto, do tipo: “Calma, que você vai dar conta”.

E foi aí que começamos a rir das coincidências absurdas nas nossas vidas!

Somos mães de duas adolescentes que têm exatamente a mesma idade…

Somos mães de trigêmeos… Eles têm apenas um ano de diferença!

Moramos na mesma cidade…

Nossos maridos também piraram com a notícia…kkkkk

Agora, o mais incrível… Recentemente, começamos a trabalhar no mesmo lugar, no mesmo andar! Agora, somos colegas de trabalho também!

Como não poderia deixar de ser, nos tornamos grandes amigas, juntamos a criançada em encontros maravilhosos e viajamos juntas. Nossos maridos se dão muito bem, nossos trios formam um sexteto de 3 meninos e 3 meninas, e nossas adolescentes formam uma duplinha de mocinhas cheias de segredinhos. E nossos encontros familiares são uma loucura!

Poderia dizer que somos irmãs gêmeas, separadas na maternidade! Irmãs gêmeas de alma (e de perrengue também…).

 

 

 

 

Comments

comments

Author: Paola Lobo

Share This Post On

Submit a Comment

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Facebook