Quando a criança interpreta o “não” como “sim”

Numa postagem sobre como lidar com a teimosia das crianças, desabafei sobre a fase desafiadora em que se encontra meu trio ternura. Contei que meus trigêmeos interpretam o “não” como “sim”. Basta eu falar “Não pode subir na estante” que eles fazem justamente o contrário.

Eis que recebo a mensagem do marido de uma leitora, com dicas valiosas. Wagner Moreira atua no Inexh – Instituto Nacional de Excelência Humana –  o maior instituto do mundo especializado em Programação Neurolinguística. A PNL é uma ciência que nasceu na década de 70 nos Estados Unidos e tornou-se a maior ferramenta de comunicação com os outros e conosco.

Wagner explicou que a desobediência ao “não” nem sempre é uma questão de teimosia. Segundo ele, sem percebermos, enviamos comandos equivocados para o cérebro das crianças. Em qualquer ordem com a palavra “não”,  nosso cérebro capta primeiro a informação no positivo para depois captar o que não pode ser feito.

Vamos a um exemplo:
Comando: “NÃO pode colocar o dedo na tomada”.
Primeiro captamos: “colocar o dedo na tomada”
Depois captamos: “Não colocar o dedo na tomada”

O problema é que, entre o processamento de uma informação e outra (positiva e negativa), a primeira já foi executada. “Nós precisamos formular o que desejamos no positivo para que todos entendam o que queremos, independente de ser ou não criança”, explica Wagner. “Falar para uma pessoa: ‘Fulano não esquece de pegar a bolsa’ para o nosso neurossistema é completamente diferente de: ‘Fulano lembra de pegar a bolsa’”, alerta.

Então, como deveríamos falar com nossas crianças? Vamos ao exemplo prático que Wagner utilizou com o sobrinho de três anos, para que o pequeno não saísse do restaurante.

Objetivo: que a criança não saia do restaurante
Comando não recomendado: “Você NÃO pode sair do restaurante”.
Comando recomendado: “Você só pode ficar daqui pra lá”, mostrando qual área em que a criança deveria ficar.

É mais fácil para a criança entender em qual área ELA DEVE FICAR.

Como estou aberta a sugestões, resolvi aplicar o método com os trigêmeos, que estão com 1 ano e 10 meses. Na última semana, troquei o “não” pelo “aqui”.

Exemplo:
Meu objetivo: que a criança não suba na estante.
Comando não recomendado: Não suba na estante.
Comando recomendado: Filho, você pode ficar AQUI (mostrando que lugar de “quiança” é no chão e não em cima da estante).

Das primeiras vezes, eles nem ligaram. Mas, após umas cinco tentativas, começaram a respeitar meu comando. O estresse diminuiu muiiiiitoooo desde que troquei o “não” pelo “aqui”. Eles até ficam felizes em me obedecer e dão um sorrisinho, do tipo “a mamãe vai gostar”.

É claro que educar dá trabalho. E também há casos em que, obviamente, teremos que usar a palavra “não”. Segundo Wagner, “a questão é que as pessoas a utilizam de forma indiscriminada, sem ao menos se dar conta disso”.

Ainda uso o “não”, mas estou focando mais no reforço positivo. Observei um real progresso no diálogo com a criançada, o que já é um começo. Aliás, olha a turma aí fazendo arte, destruindo meus vasos de plantas (essa foto foi tirada há alguns meses, antes de eu aplicar a técnica!).

DSCN0276

Agradeço a colaboração e fica a dica também para nós, adultos, evoluirmos cada vez mais em nossa comunicação com o mundo que nos cerca, com nossos filhotes e também com nosso interior. Estamos aqui para aprender sempre!

Wagner Moreira atua no Inexh – Instituto Nacional de Excelência Humana – o maior instituto do mundo especializado em Programação Neurolinguística (PNL).

SOBRE O INEXH
“A missão do INEXH é fazer com que as pessoas descubram e usem seu potencial interior infinito, melhorando sua qualidade de vida, gerando uma forma saudável de viver. Acreditamos que é possível desenvolver qualquer habilidade que leve o ser humano à conquista de seus objetivos pessoais e profissionais. Acreditamos também na perfeição da essência humana e que é possível, com método, atingir a excelência em nossos comportamentos.”

Conheça mais sobre o Inexh

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Author: Paola Lobo

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71 Comments

  1. Amei o post… vou colocar em pratica e repassar para o maridão fazer com a bebe tbm…

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  2. Vou tentar, pois meu filho tem 01 e 2 meses e nao me obedece de jeito algum. Ele é uma espoleta!

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  3. Show de dica
    É engraçado como estamos condicionados a dizer não o tempo todo, comecei a pensar em como falo as coisas para o Mateus e fica até difícil reformular a frase sem dizer não faça, não mexa, não suba, vou me policiar e tentar corrigir quem sabe a teimosia do filhote é mais fácil de resolver do que pensamos

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  4. Adorei!! Vou aplicar lá em casa. Quem sabe o prato começa a parar em cima da mesa, rsrsrs. Aos 11 meses, minha bebê ainda não entendeu que não pode lançá-lo ao chão cheio de comida!!!

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  5. Eu inicialmente com a primeira filha usava este metodo e funcionou algumas vezes, mas com cacula nunca Ele olha e ri se minha esta de chateada me olha diz ri mama e tem dois anos ja n sei o q fazer com Ele…

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  6. Na minha infância Não era Não kkk mamãe falou a primeira, na segunda ja estava voado chinelo, pedras , potes o q estivesse perto da mão kkk fora se fosse alcançada ainda tinha surra de cinto ou vara kkkk depois dos 3 anos fiquei esperta, só olhar bastava , saia de fininho .

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    • kkkkkkkkkkkkkk Verdade! Eu tb vivi a época dos chinelos voadores Luciana Cruz!

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  7. Agata Almeida, Ieda Veronica Alves, Ana Paula Areias, Valdice França de Almeida, Jaqueline Martins, Júlia Areias, Cláudia Mota, Nazaré Mota

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  8. Será que funciona pra minha filha de 1ano e 8 meses parar de querer bater no irmão mais velho?

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