Os supersentidos de mãe

Mãe é um ser muito poderoso mesmo. Quando nossos filhos nascem, todos os nossos sentidos ficam aguçados, como se fôssemos super-heroínas (e somos mesmo…he he). Quer ver só?

Nosso tato poderoso nos permite perceber uma febre só de encostarmos a mão na cabeça do filhote. Nossas mãos firmes sobre as costas das crias ajudam a acalmá-las quando elas insistem em levantar do berço. É o mesmo tato que permite recolocar a chupeta ejetada pela criança durante a madrugada, quando não enxergamos nada.

Nosso mega olfato sente rapidinho se a fralda está premiada. No meu caso, saio cheirando a galerinha para saber qual dos trigêmeos deixou uma surpresa para a mamãe limpar. É certeiro. Não preciso nem olhar.

Nossa visão poderosíssima nos permite perceber se algo não vai bem só de batermos o olho na criança. É por isso que nós, mães, encrencamos com qualquer micro-nano-mini manchinha que aparece na pele dos filhotes.

Nossa ultra audição nos permite escutar até a remexida leve no berço ou o barulho da respiração. Acho que ouvimos até demais. Vivo pulando da cama por causa do choro do bebê do vizinho! Nós, mães,  também escutamos o silêncio, sinal de que a turminha está fazendo alguma arte.

Agora, o que dizer do sensacional sexto sentido, que está presente em qualquer mulher? Quando somos mães, então, ele fica apuradíssimo. Qual de nós nunca confiou na intuição para resolver alguma questão relacionada ao filhote e estava coberta de razão?

Resta alguma dúvida de que somos seres especiais, sagrados, fantásticos, extraordinários? De que nosso imensurável amor nos transforma em super-heroínas? Se bem que ultimamente meus sentidos não andam lá essas coisas. Deve ser a falta de sono….

Uma madrugada dessas, o filhote cuspiu a chupeta e começou a chorar. Aí eu fui correndo ao berço recolocar a bendita, para que ele desligasse a sirene. Estava escuro e fiquei tateando o rostinho dele para achar a boca o mais rapidamente possível. Mas ele não pegava de jeito nenhum. Fiquei confusa, sem entender o que estava acontecendo com o meu poderoso sentido do tato. Ele não ia pegar a chupeta nunca. Eu estava tentando colocar o bico na orelha.

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Author: Paola Lobo

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