Para grávidas de gêmeos ou múltiplos

Talvez você ainda esteja em estado de choque porque descobriu que tem mais de um bebê na sua barriga, né?! Talvez sua ficha ainda não tenha caído! Na maioria das vezes, a notícia dá um susto mesmo, do tipo pré-infarto! Como vai ser? Os bebês nascerão com saúde? Minha barriga vai explodir? Como vai ser o parto? Calma, minha amiga… Posso garantir que vai ser bem melhor do que você imagina!

 

Começa assim: a gente leva um susto com a notícia! Quando começamos a ficar mais calmas, contamos para os outros, que trazem à tona todo aquele nervosismo novamente!  Provavelmente você ouvirá muitos comentários nada motivadores, do tipo: “é uma gravidez de risco”, “eles nascerão prematuros”, “você precisará de repouso absoluto”, “a barriga vai ficar gigantesca” e por aí vai… Delete tudo isso! Não necessariamente todas essas coisas vão acontecer! Acredite… Vai dar tudo certo!

 

Quando tentei o segundo filho e descobri que viriam o segundo, o terceiro e o quarto, quase enfartei! Foi uma mistura de felicidade, susto e medo do que vinha pela frente! Mas, logo no início, o obstetra me disse uma frase que me ajudou até o fim da gravidez: “Deleta tudo de negativo, menina!”. E foi assim que levei a gestação: só absorvendo comentários positivos e ignorando todo o resto que não iria me ajudar!

 

Sim, trata-se de uma gravidez de risco, mas não se assuste! Meu médico dizia: é como se fosse uma gestação normal, em que tudo acontece mais cedo. O tamanho do colo do meu útero estava sempre um mês à frente, mas não tivemos que fazer nenhum procedimento. Meu repouso não era absoluto. A partir do quarto mês, quando entrei de licença no trabalho, apenas desacelerei, mas podia andar pela casa, tomar banho e até subir escadas devagar.

 

A partir do quinto mês, ficava mais deitada apenas por causa do peso da barriga, que realmente era muito, muito grande! Isso eu estranhei de verdade!   Levantar da cama era um pouco demorado, porque os três bebês e suas três placentas pesavam demais! Mesmo assim, até a véspera do parto eu levantava para fazer xixi sozinha, ia até a cozinha e subia um lance de escada uma vez por dia (porque precisava ir para o meu quarto em outro andar). E pude ir à piscina todo santo dia, até o final, porque dentro d’água era o único lugar em que eu não sentia o peso da barriga!

 

Outra diferença para uma gestação normal era o rebuliço quando os bebês começaram a mexer! Eles se chutavam e um ficavam um empurrando o outro! É ali que começa a implicância entre irmãos…

 

As ultrassonografias eram tensas no início, porque você só dá um “graças a Deus” completo depois de examinado o último bebê! Mas depois fui relaxando e se tornaram divertidíssimas…. A imagem mostrava um verdadeiro ninho de gato dentro da barriga! A única dificuldade é passar muito tempo deitada, já que os exames eram bem mais demorados.  Quando fizemos a ultra morfológica, a clínica reservou seis horários só para nós! Passamos a tarde contando dedinhos, mãos e pés!

 

Nas consultas de rotina, nem sempre tínhamos certeza de que havíamos escutado os três corações. Era tanta criança, que o aparelhinho às vezes pegava a frequência do mesmo bebê! Sem contar com a barulhada, porque o pontapé de um atrapalhava a escuta do outro!

 

Os bebês nasceram prematuros, mas tinham o peso normal para a idade gestacional. Vieram ao mundo com 33 semanas e todos com mais de dois quilos. O medo de que nascessem muito pequenos não se concretizou e tudo deu certo! Ficaram na UTI por 13 dias apenas porque eram prematuros.

 

Para finalizar esse “post motivação”, a barriga voltou ao normal!  E o engraçado é que, de uma hora pra outra, você fica sem aquele peso enorme! Eram sete quilos e meio dos bebês, sem contar com as três placentas! Depois que eles nasceram, era até estranha a sensação de leveza!

 

Posso dizer que deu tudo certo! Depois falarei sobre as etapas seguintes: fraldas, planilhas, esquemas, banhos em série. Sim, passamos por incontáveis momentos de sufoco! Tudo muito trabalhoso, porém divertidíssimo se você relaxar! O importante, minha amiga, é rir da situação! Bem-vinda ao time das mães de gêmeos e múltiplos! Sua vida nunca mais será a mesma! Mudará pra melhor!

*Este post foi originariamente publicado na nossa coluna da Revista Crescer! 

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Author: Paola Lobo

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2 Comments

  1. Olá Paola, gostaria de tirar uma dúvida. Como vc fez com seu filho mais velho enquanto os três estavam no hospital? Precisava ficar muitas horas lá no hospital com eles?

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    • Oi Estefani! Passava parte da manhã, almoçava em casa, e depois passava algumas horas à tarde. Não dava para ficar o dia inteiro porque minha filha mais velha, de nove anos, também precisava de atenção. Além disso, eu também precisava me recuperar da cesárea para aguentar a rotina pesada quando os três bebês tivessem alta! Grande beijo!

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