Relato de parto, por Natalia Copolio

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Depois de um trabalho de parto complicado com meu primeiro filho Bruno, eu morria de medo de acontecer novamente. Então tudo que me diziam ou eu lia sobre acelerar o TP eu pensei em fazer quando chegasse a hora e isso me salvou.

Quando engravidei não era um momento muito propício: o relacionamento não estava 100%, situação financeira também não, então foi um susto esse positivo. Tive problemas na gravidez, principio de aborto, tomei medicamentos até os 3 meses e tive que fazer muito repouso.

Passada essa fase, a gravidez evoluiu normalmente e, quando descobrimos que era menina, foi só alegria. Três dias antes dela nascer, comecei a sentir cólicas e uma pressão grande na bacia.

Fomos para o hospital, mas não era a hora ainda. Tínhamos uma festa junina pra ir, fomos e me diverti muito, dancei horrores rsrsrsrs No dia seguinte, enquanto lavava louça minha bolsa estourou!
Não percebi de início, pois não tinha quase nada de água e como faria um US no dia seguinte não me preocupei. Fiz a ultra e descobri q não tinha mais água nenhuma.

Fui para a maternidade e o GO constatou o rompimento da bolsa e dilatação de 3cm. O mais incrível, diferente da primeira vez, é que não sentia dor alguma. Procedimento sugerido pelo GO: cesária! Minha resposta:  Não!
Mais uma vez queria parto normal e perguntei sobre a possibilidade de indução. Ele aceitou e pronto. 15:00hrs fui internada.

Tudo aconteceu muito rápido depois da medicação correndo na veia. A dor aumentava com a velocidade da luz e eu e meu marido, sozinhos no quarto, aguardando o médico que não vinha me ver  e só deixava a gente com mais aflição.

Duas horas depois ele apareceu e ainda não estava na hora, dizia ele. Esse TP foi muito diferente do outro, a indução acelera muito o processo e eu não conseguia estimar hora pra nada. Os intervalos diminuíam rápido.




Quando o médico saiu do quarto, passou 15 min e eu gritava pra ele voltar, pra enfermeira chamar ele porque minha bebê tava nascendo. A enfermeira não encontrava, diziam que ele tinha ido pro centro cirúrgico.  Foi ai que a vontade de fazer força ficou incontrolável e toda vez q a contração vinha, eu fazia!
Comecei a sentir a cabeça dela saindo e segurei. Mas não dava, eu não podia fazer isso então deixei ela nascer. Meu marido saiu gritando pelo corredor e em segundos apareceu todo mundo, inclusive o medico desaparecido rsrsrs

Rafaela nasceu dia 08/06/2015 as 18:38 hrs com 2,665kg e 50cm dessa forma meio inusitada. Minha filha guerreira, nasceu sozinha pelas mãos do médico dos médicos: Deus!

Precisou de cuidados e, assim como meu menino também, passou um tempo na UTINeo. Ficou por 7 dias, mas depois que veio pra casa tudo foi mais fácil, tirando a parte da amamentação! ( essa é outra história)

Hoje minha princesa está com 4 meses, é muito esperta e calminha.
Ganhei de Deus outro anjinho lindo e sou agradecida imensamente por ele ter me dado forças e coragem para colocar minha filha no mundo!

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Obrigada, mamãe, por compartilhar esse momento! Você tem uma história bacana pra contar? Basta escrever para contato@maepirada.com.br e enviar uma foto sua com o(s) filhote(s)!  Vamos ficar muito felizes!




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Author: Paola Lobo

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8 Comments

  1. Minha filha casula também nasceu assim, pelas mãos de Deus. Dos três partos normais que tive meus filhos, esse foi o mais fácil. Me senti a mulher maravilha, dona do meu proprio corpo.

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  2. Adoro essa história!
    Parabéns, Natalia, duplamente!
    Por esse momento único e pela linda princesa… <3

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  3. Parabéns e muitas saúde pra vcs…e que continue abençoando essa pequena…

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