Relato de parto, por Daniela Chiarini

Namoramos, casamos, engravidamos.  Sempre sem planejar.  As coisas aconteceram muito naturalmente em nosso relacionamento. E assim foi com a chegada da Helena. De surpresa. Mas que surpresa boa! E como toda mãe, ainda mais de primeira viagem, eu sonhava com o momento de conhecê-la.

Não quis fazer a ultra 3D, porque queria ver o rostinho dela ao vivo, bem pertinho do meu. Sentindo sua respiração, acolhendo seu corpinho assim que ela saísse da minha barriga. Queria parto normal e mesmo sabendo como seria doloroso, eu estava decidida a tê-la assim.

E assim eu continuei querendo até chegar a 39 semanas e 4 dias. Na consulta de rotina veio a notícia: minha pressão arterial estava alta. Muito. E não baixava. O médico, o mesmo que sempre me encorajou o parto normal, agora estava  preocupado. Já estava na dosagem máxima de medicamento e a danada não cedia.

Fomos para o hospital dali mesmo, fazendo só uma parada em casa para pegar as malas (que já estavam prontas há dias).
Então, meu sonho tornou-se um pesadelo.
Meu convenio era de apartamento, e não havia um disponível. Esperei muito tempo na recepção e depois em um quarto com mais 4 mulheres que estavam em trabalho de parto. Minha ansiedade só subia, e com ela, a minha pressão também.

Quando finalmente fui para a sala de operação, fui medicada e com isso, durante a cirurgia, a pressão caiu. E estava normal e estável quando meu medico me suturou.

Helena veio super saudável, linda, chorosa e cabeluda. Minha pipoca saiu comigo de maca para a sala de recuperação e ali mamou por duas horas deliciosas. Estava tudo bem! A vida era bonita de novo!

Mas não. A pressão arterial voltou a subir, e com isso, tive um sangramento entre o útero e a musculatura. Houve um edema gigantesco e por pouco não tive que ser operada novamente. Senti uma dor excruciante que me impedia até mesmo de andar com minha filha pelo quarto.

Demorei doze dias para conseguir trocar suas fraldas.  Vinte e dois dias para conseguir dar o primeiro banho. Dias de agonia, de dor, de incertezas e muita, muita frustração.
Só quem passou por um parto sabe como os dias que se seguem são sofridos. Só quem passou por um trauma no parto, sabe como pode ficar ainda pior.

Hoje, depois de 7 meses, tento aproveitar intensamente cada momento com ela. Agradeço pelos dias difíceis, porque me fizeram valorizar e muito os dias bons! Agradeço por te-la em meus braços, até mesmo nas noites em claro. Amor de mãe supera, vence qualquer dificuldade. Amor de mãe é mais forte que a pior dor.E veja só, tenho mais uma boa história para contar… uma vida cheia de surpresas!

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Obrigada, mamãe, por compartilhar esse momento! Você tem uma história bacana pra contar? Basta escrever para contato@maepirada.com.br e enviar uma foto sua com o(s) filhote(s)!  Vamos ficar muito felizes!

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Author: Paola Lobo

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