Relato de parto, por Juliana Ishihara

Olá,

Meu nome é Juliana, tenho 33 anos, meu filho está com 3 anos.

Em 2009, descobri que tinha endometriose e após um tratamento intenso com 2 videolaparoscopias, remédios, injeções e afins engravidei naturalmente após 8 meses de tentativa.

Minha primeira cirurgia da endometriose foi com um médico não especialista e sem tato nenhum, ele me informou que eu não poderia ter filhos, ao menos filhos gerados por mim. Essa foi a frase dele quando foi me fazer visita no hospital. Com esse cenário, duas semanas depois estava no consultório de um médico especialista em endometriose e que me acompanha até hoje, pois não largo esse anjo de jeito nenhum.

Após todo tratamento, o médico me deu um ano de prazo para engravidar. Em 2011, após consulta de rotina, meu médico me avisou que era hora. Eu e meu marido conversamos e decidimos tentar, parei a pílula e fazia exames para controlar a ovulação, tomava alguns remédios para estimular ovulação entre outros muitos para evitar aborto espontâneo.

Alguns meses se passaram e nada, minhas cólicas eram insuportáveis e eu já estava desistindo, quando num exame de rotina descobri minha gestação já de 6 semanas. Como podem ver, foi tudo tão complicado e na gestação não foi diferente. Com 13 semanas fiz cerclagem (costurar o colo do útero), pois como meu colo ficou pequeno por causa das cirurgias e eu tinha o risco de aborto.

Minha placenta era prévia total (placenta baixa que fica em cima do colo do útero). Esse tipo de placenta em uma gestação causa diversos riscos e com 24 semanas começaram meus sangramentos. A cada semana os sangramentos eram piores e com 29 semanas fui internada, pois além do sangramento, minha placenta descolou.

Era domingo de manhã, acordei mais tarde, pois não tinha dormido direito. Estava de repouso absoluto, não podia levantar nem pra fazer xixi. Foi quando um coágulo enorme saiu e fui levada para o centro cirúrgico para um parto de emergência.

Estava com 30 semanas de gestação quando Otávio veio ao mundo. Ele nasceu com 43 cm e 2,210Kg.

Na minha situação, a cesárea não só foi necessária, como salvou a vida do meu filho. No começo da gestação, eu comentei com meu médico que queria tentar parto normal, mas tive certeza absoluta que não temos controle sobre isso.  Não tive grandes problemas com a cesárea, na verdade, até esqueci que tinha um corte na barriga, pois o mais importante para mim, era meu bebe sair logo e bem da UTI. Ele ficou 17 dias e hoje é forte, saudável, esperto e super tranquilo.

Bjs!

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Obrigada, mamãe, por compartilhar esse momento! Você tem uma história bacana pra contar? Basta escrever para contato@maepirada.com.br e enviar uma foto sua com o(s) filhote(s)!  Vamos ficar muito felizes!

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Author: Paola Lobo

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