Trigêmeos: a maratona da papinha

Um dos momentos mais caóticos da nossa rotina sempre foi a hora das refeições. Agora, a turma tem 2 anos e já come sozinha. Mas, quando tinham meses, era um sufoco! O ideal era ter um adulto para cada bebê. Mas quase sempre nossa proporção era de 2 para 3…

Como fazíamos pra dar papá? Eu pegava disfarçadamente o bebê que estava com mais fome, geralmente o que estava chorando ou resmungando.  Ia para a cozinha e dava comida pra ele primeiro, escondido dos demais.

Enquanto isso, o papai ficava enrolando a dupla que sobrou. Depois, trazia de volta o que já havia comido e recomeçávamos com os outros, desta vez, ao mesmo tempo (um com o papai e outro comigo).

 

A parte difícil é que dar comida pra criança demora. Às vezes, é uma guerra e você tem que plantar bananeira pra conseguir emplacar uma simples colheirada. Isso tudo atrasava a refeição dos que estavam esperando… Aí, era gritaria na certa!

Não costumávamos a dar para os três nas cadeirinhas ao mesmo tempo, porque os arteiros tinham a mania de ficar em pé e tentar sair de lá. Um perigo! Poderiam cair!

Muita gente não gosta quando chega visita na hora das refeições. Conosco, sempre foi o contrário. Chegava visita, a gente dava dois beijinhos e entregava o prato, a colher e o filho.  Aqui ninguém ficava sem  trabalhar!

Mas você me pergunta: eles nunca comeram do mesmo prato? Eu respondo na maior cara-de-pau: claro que sim! Quando só tinha um adulto para dar papá, era o único jeito!

Cansou só de ler? Que nada! Quando acabava a maratona do almoço, a gente olhava o relógio e tcharam!!! Já tava na hora da fruta.

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Author: Paola Lobo

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