Primeiras viagens com trigêmeos

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Começamos a viajar de carro com os trigêmeos quando eles tinham três meses de vida. Era um percurso que levava duas horas, até a casa da vovó. Meu lugar era espremida no meio de duas cadeirinhas. Meu quadril não cabia no espaço, então eu viajava torta. Tem coisas que só mãe aguenta mesmo. As cadeirinhas ao meu lado eram ocupadas pelos bebês que ficavam mais irritados em andar de carro. Acredite: dois deles não gostavam muito da cadeirinha… Na fileira da frente, iam a mocinha mais velha e o bebê mais calmo.

Passamos muito sufoco nas primeiras viagens. Os bebês começavam a ficar inquietos e eu fingia que não via, para não dar corda. Evitava contato visual. Mais cedo ou mais tarde, um deles começava a resmungar. E o resmungo virava chorinho. E o chorinho virava berro. Aí, o choro de um contaminava o outro, que começava a chorar também.

Houve uma viagem em que ficaram cinco chorando dentro do carro: os trigêmeos, minha mais velha (que ficou nervosa com o ataque os irmãos) e eu. Só o papai não chorou (mas garanto que estava com vontade). Jurei que não viajaria mais com eles até que ficassem civilizados. Mas não resistia e pegava a estrada novamente, com a esperança de que seria diferente.

Foram várias viagens inesquecíveis. Numa delas, os três bebês vomitaram de tanto chorar. E eu não podia acudi-los! Era inseguro tirá-los das cadeirinhas. E também não havia colo para todo mundo. Não era possível parar na estrada, por causa da falta de colos e também do risco de assalto. O melhor era seguir viagem. Ainda faltava uma hora para chegarmos em casa. Foi UMA HORA SEGUIDA de choro. De novo, jurei que nunca mais viajaria enquanto fossem pequenos.

É lógico que teimei em pegar a estrada de novo. Mas, nas vezes seguintes, nos armamos. Compramos um super-hiper-ultra DVD de teto, com uma tela grande. Pedimos ao pediatra um remédio de enjôo daqueles que costuma derrubar a pessoa. Passamos a viajar sempre no horário da soneca deles. Mesmo assim, ainda faço mil malabarismos dentro do carro, colocando chupeta, dando mamadeira, limpando bocas e narizes. Às vezes, dou papinha e a colherada vai na testa da criança.

A situação melhorou um pouco, mas ainda ficamos tensos, por isso estamos evitando ao máximo pegar a estrada, até que as crianças cresçam um pouco. Acho que com dez anos de idade melhora. Mas não posso reclamar. Até que tenho viajado bastante… Acompanho Dora Aventureira e o Doki do Discovery Kids mundo afora. Fazer o quê, né? Estou vivendo um momento Backyardigans. Não saímos de casa, pois temos o mundo inteiro no nosso quintal.

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Author: Paola Lobo

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17 Comments

    • Obrigada, tia!

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    • De pirar, né? rs

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  1. Kkkk… Imagino a cena dos 5 chorando!!! Viva Sandro Granato
    Mas acho que choraria também, Paola Lobo!
    Beijocas nos 6

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    • A gente ri e chora ao mesmo tempo, Martinha! No início, é mais choro do que riso…rs

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  2. Você é a melhor!!!! Vítor era assim também! Com três, eu teria me matado…

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    • Kkkkkk Obrigada! Esse povo chamado Vitor é o bicho! Tb tenho um aqui em casa… E toda mãe de Vitor fica pirada…

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  3. Você é a melhor! Chorei com o pai tendo tido vontade de chorar!!!

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    • Obrigadaaaaa! É de pirar, né? Hj eu consigo rir, mas na hora não teve graça…rs

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  4. Eu deixei de viajar várias vezes por causa de um! Estou até me sentindo mal. kkkkkkkk

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    • Aline, quando eu tinha uma só tb não era fácil! Já era um parto…rs

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  5. Paola, você é demais, consegue fazer uma tragédia parecer comédia. Filme uma aventura desta e poste aqui. Rsrs
    Você é única!!! Sou sua fã desde sempre!!

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    • Obrigada, querida Tânia! Fico muito feliz com suas palavras! Toda boba…rs

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  1. Meu filho faz pirraça | Mãe Pirada - […] O sufoco de viajar com trigêmeos! […]

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